Pré-mercado: Copom e FED Vão Revelar o Que Esperam da Alta do Petróleo
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Bom dia. Estamos na quarta-feira, 18 de março.
Cenário
Terminam nesta quarta-feira (18) as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e de seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc). As reuniões acontecem em um ambiente diferente do planejado. A guerra no Irã mudou os cálculos dos investidores e transformou decisões previsíveis em incertezas.
Falando do Copom. Em janeiro, o Comitê havia mantido a Selic em 15% ao ano e sinalizado que pretendia iniciar a flexibilização da política monetária na reunião de março, caso o cenário esperado se confirmasse. Os investidores receberam a mensagem. Por semanas, as opções de Copom negociadas na B3 indicavam majoritariamente a probabilidade de um corte de 0,50 ponto percentual.
O conflito no Oriente Médio alterou esse quadro. Os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã ocorreram no dia 28 de fevereiro e os preços do petróleo dispararam já no primeiro dia útil após a ofensiva. O petróleo ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez em quase quatro anos, desde a invasão russa à Ucrânia em 2022.
O Estreito de Ormuz, pelo qual passa um quinto do petróleo mundial, foi fechado à maioria dos petroleiros. O Irã anunciou que não exportaria um único litro de petróleo do Golfo enquanto durasse a guerra com os Estados Unidos e Israel.
Isso pressionou os preços. O barril chegou a quase US$ 120, e a alta média de preços é de cerca de 38% na comparação com os US$ 70 de fevereiro. Na terça (17), véspera da decisão, o Brent encerrou cotado a US$ 105,70 por barril e está iniciando os negócios com uma leve queda, mas a US$ 103,23, acima do nível “psicológico” de US$ 100.
As projeções do mercado pioraram. O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) na segunda-feira (16) mostrou que a projeção para a Selic no fim de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. A expectativa para o IPCA em 2026 avançou de 3,91% para 4,10%, retornando a um patamar superior a 4%.
A mudança nas expectativas para o Copom foi rápida e intensa. Dois dias antes do início do conflito, a probabilidade de uma redução de 0,50 ponto percentual na Selic era de 83%, segundo os contratos de opções do Copom negociados na B3.
Na terça-feira (17), a chance de corte de 0,50 ponto havia caído para 14%, a de corte de 0,25 ponto tinha subido para 64% e a probabilidade de manutenção, que era praticamente zero, chegou a 21%.
O petróleo se tornou a principal variável de risco no cenário atual. A commodity sintetiza o impacto global do conflito e influencia diretamente o cálculo de inflação que orienta as decisões do Banco Central.
Os bancos internacionais mudaram de posição nas últimas semanas. O Goldman Sachs elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,1% para 4,4% e passou a esperar que o Copom inicie o ciclo de cortes com um movimento de 25 pontos-base, e não mais de 50.
O BNP Paribas e o Citi também passaram a projetar um corte de 0,25 ponto em vez de 0,50 ponto, porque a alta do petróleo e a incerteza sobre a duração da guerra mudaram o balanço de riscos. A exceção é o JP Morgan, que ainda espera um corte de 0,50 ponto, argumentando que o Copom pode olhar além do choque do petróleo se ele for considerado transitório.
No caso do Fomc, a manutenção dos juros na faixa atual entre 3,50% e 3,75% ao ano aparece com probabilidade de 98,9%. A incerteza é sobre a sinalização da autoridade monetária americana sobre as perspectivas futuras.
Na reunião de janeiro, os dirigentes do Fomc estavam divididos sobre os próximos passos da política monetária, e havia até mesmo indicações de que a possibilidade de aumento dos juros estava na mesa. No entanto, essa alternativa aparece com apenas 1,1% de probabilidade.
Perspectivas
Apesar da incerteza com o petróleo, a leve queda das cotações nesta manhã levou os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil ao terreno positivo. Os investidores seguem atentos às decisões do Fomc e do Copom, por isso o mercado brasileiro deve oscilar sem tendência definida até o início das divulgações.
Indicadores
BRASIL
Taxa de Juros Selic
Esperado: 14,75%
Anterior: 15%
Comunicado do Copom
ESTADOS UNIDOS
Inflação no atacado / IPP (Fev)
Esperado: 0,3%
Anterior: 0,5%
Núcleo da inflação no atacado / IPP (Fev)
Esperado: 0,3%
Anterior: 0,8%
Taxa alvo dos Fed Funds
Esperado: 3,50 / 3,75%
Anterior: 3,50 / 3,75%
Comunicado do Fomc
Entrevista coletiva de Jerome Powell
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